PORTUGUÊS - MORFOLOGIA - CLASSE GRAMATICAL: SUBSTANTIVO


SUBSTANTIVO


à Palavra que nomeia tudo o que existe ou que imaginamos existir; variável em gênero, número e grau; núcleo dos termos sintáticos.

  • Identificação do Substantivo

Ex1.: A atitude daquelas alunas provocou grande comoção no professor.

>> Para obter certeza de que “atitude” é um substantivo no exemplo acima faremos alguns testes:

1º - Varia em gênero, número ou grau? Sim (atitudes – varia em número / alunas – varia em gênero, número e grau).

2º -  O que provocou grande comoção no professor? A atitude daquelas alunas (núcleo do sujeito).

3º - Tem artigo antes do substantivo “atitude” o determinando? Sim (A atitude)

4º - É um vocábulo que nomeia? Sim.


Ex2.: Cegos (subst.) [de nascença (subst.)](loc. adj.) têm uma vida social mais ativa do que indivíduos que ficaram cegos(adj.) por acidente.


  • Tipos de Substantivo

à COMUM: nomeia todos os seres de uma espécie. Exs.: cidade, aluno, curso...

à PRÓPRIO: é aquele que nomeia um ser da espécie. Exs.: Salvador, Pedro, Estratégia Concursos...

à SIMPLES: é o formado por apenas um radical. Exs.: samba, canção, ponta, pé...

à COMPOSTO: é aquele formado por mais de um radical. Exs.: samba-canção, pontapé...

à PRIMITIVO: é aquele que não foi derivado, que não sofreu mudança, ou seja, é aquele que está no seu estágio inicial. Exs.: flor, área, cadáver...


à DERIVADO: é aquele que sofreu derivação. Exs.: florista, subárea, cadavérico...

à COLETIVO: é aquele que indica um grupo, um conjunto de seres, uma coleção de seres da mesma espécie. Exs.: universidade (conjunto de faculdades), constelação (conjunto de estrelas), grupo (se refere a conjunto de qualquer coisa ou pessoa)...

à CONCRETO: seres com existência independente, ou seja, não dependem de algum ser para existir. Exs.: Deus, fada, bruxa, chupa-cabra, espírito, vampiro, lobisomem...

à ABSTRATO: seres com existência dependente de outros seres. Exs.: investimento (depende de alguém investir); beijo (depende de alguém beijar); morte (depende que alguém morra); tristeza (depende que alguém  esteja triste); juventude (depende que alguém seja jovem); fidelidade (depende que alguém seja fiel); amor (depende que alguém ame); inveja (depende que alguém tenha inveja).

** Obs.: toda palavra que sofreu derivação regressiva é um substantivo abstrato.



Exemplos:

A saída do curso era estreita.

à Nesse caso “saída” é um substantivo concreto, pois é o local (ex.: porta, corredor, etc.) por onde se sai. Portanto, tem existência independente, ou seja, não precisa de nada nem ninguém para existir.

à Se tiver uma locução, iniciada por preposição e ligada a um substantivo concreto, com certeza será um adjunto adnominal.

A saída daqui deve ser imediata.

à Nesse caso “saída” é um substantivo abstrato, pois é o ato de sair. Portanto, depende que alguém saia para que ele exista.

à Se tiver uma locução, iniciada por preposição e ligada a um substantivo abstrato, com certeza será um complemento nominal.


** Obs.: um substantivo concreto e um substantivo abstrato podem mudar de classificação conforme o contexto em que estão inseridos.


  • Variação em Gênero

Biforme: apresenta duas formas. Exemplos: gato, gata; ator, atriz (nesse caso não há desinência que indique a flexão de gênero, mas sim toda a terminação); poeta, poetisa; embaixador, embaixadora (embaixatriz é a mulher do embaixador); homem, mulher (palavras diferentes para indicar a mudança de gênero, ou seja, palavras heteronímias); boi, vaca (palavras heteronímias); genro, nora (palavras heteronímias)...

Uniforme: são os substantivos que apresentam apenas uma forma para se referir a um ser do sexo masculino ou para se referir a um ser do sexo feminino.

à Comum de dois gêneros – é aquele que não muda de forma para se referir a seres do sexo feminino ou masculino, cabendo essa especificação a um determinante antecessor ao substantivo. Exemplos: o/a ginasta, meu/minha dentista...

à Sobrecomum –  é aquele que não muda o gênero da palavra, podendo se referir tanto a seres do sexo feminino quanto a do sexo masculino, não modificando nem mesmo o determinante. Exemplos: seu cônjuge, aquela testemunha...

à Epicenos – é aquele que se refere a animais, seres rastejantes ou desprezíveis, determinando dessa forma o sexo desses seres. Exemplos: cobra macho/fêmea, barata macho/fêmea...


  • Gêneros comumente confundidos

a alface, o guaraná, a dengue, o champanha, a cólera, o eclipse, a sentinela, a libido, o sósia, o ídolo, a grafite, o dó, o/a personagem, o/a diabetes...


  • Mudança de gênero, mudança de significado

a/o cabeça – parte do corpo / líder;
a/o grama – relva / unidade de medida;
a/o moral – ética, valor / autoestima, estado de espírito.

Obs.: não confundir gênero com o sexo da palavra em análise. Gênero é o aspecto gramatical do vocábulo e sexo da palavra refere ao aspecto biológico do ser.





  • Variação em número

à Plural dos compostos: é a variação de número dos substantivos formados por mais de um radical. Por via de regra esses substantivos compostos são pluralizados da seguinte forma: se o mesmo for formado por substantivo, adjetivo ou numeral essas três classes gramaticais variam. Exemplos: sexta-feira >> sextas-feiras / cachorro-quente >> cachorros-quentes / abaixo-assinado >> abaixos-assinados / ave-maria >> ave-marias / porta-bandeira >> porta-bandeiras...

  • Regras Especiais


à 2º substantivo delimitando o 1º:  somente o primeiro varia, apesar de a gramática do Ulisses Infante e do Pasquale Ciproneto  colocar a possibilidade de também o segundo ser pluralizado. Exemplos: peixes-espada(s), papéis-moeda(s), homens-rã(s), bananas-maça(s), pombos-correio(s)...; exceção: couves-flores.

à Substantivo + Preposição + Substantivo: somente o primeiro elemento varia. Exemplos: pés de moleque , mulas sem cabeça, pais dos burros, pores do sol...;     cobras-d’água, dentes-de-leão...; águas-de-colônia, arcos-da-velha, pés-de-meia...

à grã-, grão-, bel-: os adjetivos eruditos, arcaicos não variam, portanto somente o último elemento varia. Exemplos: nova-iorquinos, os afro-brasileiros, os ítalos-americanos...

à indicando origem, nacionalidade: somente o último elemento varia. Exemplos: os nova-iorquinos, os afro-brasileiros, os ítalo-americanos...

à verbos iguais ou palavras onomatopéicas: somente o último elemento varia. Exemplos: corre-corres, bem-te-vis, reco-recos...

à frases substantivadas: o plural é feito pelo determinante, não mudando a estrutura da frase substantivada. Exemplos: as maria vai com as outras, os bumba meu boi, as leva e traz. Obs.: conforme a nova reforma ortográfica o hífen foi retirado das palavras substantivadas.

à guarda + substantivo; guarda + adjetivo: no primeiro caso somente o substantivo varia, já no segundo caso os dois elementos variam. Exemplos guarda-chuvas, guarda-roupas...; guardas-civis, guardas-noturnos...


à casos especiais: alto-falantes, os arco-íris, mapas-múndi, xeques-mates, zes-ninguém, salve-rainhas, padre-nossos ou padres-nossos, salvo-condutos ou salvos-condutos...


  • Variação em grau


à Aumentativo: quando se amplia o sentido ou a dimensão da palavra.

         Exemplos: casarão, canzarrão, facalhão, copázio, balaço, ratazana... (sintético: quando recebe um sufixo para dar ideia de aumentativo ou diminutivo); casa grande, cão enorme, festa monstro, rato gigante... (analítico: quando um adjetivo acompanha o substantivo aumentando ou diminuindo o sentido ou a dimensão do substantivo); festão, golaço, carrão, paizão, sabichão (algumas palavras apesar do aumentativo e do diminutivo não tem como objetivo aumentar ou diminuir as dimensões ou o sentido do substantivo, mas sim dar idéia de afetividade, carinho, desprezo, deboche, admiração ...).


à Diminutivo: quando se diminui o sentido ou a dimensão da palavra.

         Exemplos: casinha/casebre, cãozinho/cãozito, película, homúnculo, ruela, riacho, asterisco... (sintético: quando recebe um sufixo para dar ideia de aumentativo ou diminutivo); casa pequena, cão minúsculo, preço ínfimo... (analítico: quando um adjetivo acompanha o substantivo aumentando ou diminuindo o sentido ou a dimensão do substantivo); gatinha, queridinha, amorzinho, filminho, timeco... (algumas palavras apesar do aumentativo e do diminutivo não tem como objetivo aumentar ou diminuir as dimensões ou o sentido do substantivo, mas sim dar idéia de afetividade, carinho, desprezo, deboche, admiração ...).

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